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Vegas e Bar 13 são points dessa nova onda
Já ouviu falar em future jazz? E em nujazz? É sob esta nova roupagem que o jazz vem ganhando espaço na noite de São Paulo. Se engana quem pensa que o som é tipo lounge, pra ficar sentado, conversando. O jazz é misturado com outros ritmos, batidas quebradas, house, afro e até samba, o tal samba jazz.
É com essas fusões que o clube Vegas e o Bar 13 têm conquistado adeptos e injetado novo gás às noites da cidade. "Future jazz é uma união de várias versões de jazz com suas bases mais puras. É mais solto e menos linear, tipo uma jam eletrônica", explica Priscila Bertucci, a DJ Ben (FOTO), membro do coletivo multimídia Future Corporation, que assina a noite quinzenal Superjazz For Freaks, no Vegas. É lá que Bruno E lança o CD, "Superjazz", nesta quarta (14.09), pela Trama.
"O future jazz, que pode ser chamado de nujazz, é uma evolução de house e drum'n'bass", define o produtor Tim Adams, dono da Nujazz Productions, responsável também pelo clã SP Jazz Rebels. São eles que fazem a noite Sunday Sessions no Bar 13. "Essa união de artistas é que vai ajudar a onda a crescer. Uma pessoa não cria um movimento musical sozinho", declara.
Apaixonado pelo estilo musical, Facundo Guerra, dono do Vegas, é o maior incentivador do gênero. Seu clube mantém duas noites quinzenais. A Superjazz For Freaks se alterna com a Wet Martini, promovida pelo designer Ricardo Athayde, o DJ Daddy Cool. "O jazz sobreviveu por tantos anos pela sua capacidade de absorver novos estilos. O que acontece hoje é trocar o baixo e a bateria por samplers unidos aos metais (saxofone, trompete). É com esta proposta que ele apareceu de novo", explica Facundo.
Para saber mais sobre o future jazz, visite os sites eletronicbrasil.com e nujazzproductions.com. 09.09.2005
ANDRÉ DO VAL
FOTO MASI TORRES
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