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São Paulo, 24 de março de 2001.
Luciano Vianna e Valeria Rossi, da revista e selo London Burning, armaram mais um festão que quase parou a rua Augusta na sexta-feira, 23/03. A festa, que reuniu bandas de rock alternativas e toda a comunidade indie de São
Paulo, aconteceu no minúsculo bar Orbital. O lugar lotou cedo, a fila na entrada foi aumentando e o caos aconteceu quando tiveram que fechar a
entrada, pois simlesmente não cabia mais ninguém. As pessoas se divertiram mesmo assim. Não dava pra andar, o calor era de morte, as caixas de som estavam estouradas mas o povo estava curtindo. |
CONVERSINHA NA FILA
Na fila ou dentro da casa, os papos que se ouviam eram sempre sobre música ou Filmes: "Você é tecladista, não é?" ou "Você já viu todos os indicados ao Oscar?". E assim, de conversinha, as pessoas pareciam esquecer que ainda havia 50 pessoas para entrar na sua frente. E quando tocou "Daytripper", dos
Beatles, quase todo mundo lá fora cantou e dançou. |
AS BANDAS
A primeira banda a se apresentar foi a Wonkavision, de Porto Alegre, com quase 1h de atraso. "Sabe como é Gaúcho, né? A banda atrasou porque eles demoraram pra trocar de roupa", brinca Luciano. Outras duas bandas marcaram presença na festa. O Superphones, também do Rio Grande do Sul, é uma das principais bandas do gênero no Brasil. As letras são em inglês e o repertório traz influências do rock alternativo britânico. Por fim, a última banda a se apresentar foi a Astromato, que aproveitou para fazer o
lançamento de seu CD. Aliás, os três grupos tinham um pequeno espaço para a venda de seus CDs. |
BAIXO, SALTO ALTO E MICROFONE TOMBADO
Antes do primeiro show começar já deu pra sentir o drama do som. As caixas
estavam estouradas. Uma pena, pois quando o Will, Grazi, Jô e Kiko, integrantes do Wonkavision, entraram, deu pra perceber o esforço que fizeram. Só ouvia-se guitarra e bateria. Nada de teclados, nem vocal. Era seu primeiro show. Mesmo assim, todos dançavam, aplaudiam e pediam músicas. E o povo da banda Dando o sangue. As duas meninas da Wonkavision são um sucesso. Jô toca flauta, teclado, violão e canta. Grazi, baixista e vocalista de
vestido vermelho e salto altíssimo, pulando e chacoalhando a cabeça. |
INDIE BOYS
A festa, no balanço final, apesar de todos os problemas de estrutura, acabou agradando. Às 3h ainda havia muvuca na porta, gente esperando há muito tempo para poder entrar. Cena indie/rock em São Paulo é bem escondida. Meninos e meninas todos com franja e cabelo na cara, em um look meio 80's. E os mais lindos eram os de unha pintada. Os lugares são pequenos mesmo, com pouca estrutura. A gente sabe que boa música e povo animado fazem qualquer festa. Mas com caixa de som boa fica ainda melhor. (CAMILA YAHN) |
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CLUBE CBGB FECHA EM 2006
O antológico clube nova-iorquino CBGB fecha as portas em outubro de 2006, no dia do Halloween, após uma batalha judicial de cinco anos envolvendo o dono do clube, o dono do espaço e a prefeitura. O CBGB foi o berço da cena punk-rock na NY dos anos 70. Desde então reúne povo do under, da noite e da música. Ramones e Talking Heads, por exemplo, fizeram seus primeiros shows lá.
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