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Stickers levam arte urbana feita no Brasil para Tóquio
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Artistas usam Internet e correio para troca-troca
Certamente você já viu um monte de stickers colados nas ruas de São Paulo e não sabe que eles se chamam assim. E também nem imagina que por seu formato e conceito os stickers subvertem a idéia da arte urbana comercializada em espaços fechados e fazem os coladores de stickers levar sua arte para as ruas da Espanha e Japão. O melhor: sem sair de casa.
"Por conta do formato menor em forma de lambe-lambe ou de adesivo, as pessoas organizaram uma grande teia via Internet para trocar pelo correio suas criações, permitindo que o trabalho de artistas daqui seja visto nas ruas fora do Brasil", conta Eduardo Saretta, 29, do grupo SHN, que já mandou stickers para serem colados por seus amigos em Barcelona e Tóquio. O grupo SHN é radicado na cidade de Americana, interior de SP.
Além de Saretta, o SNH conta com Haroldo Paranhos, 26, e Daniel Cucatti, 27. "Nosso trabalho ainda é visto como vandalismo", diz Saretta, que preferiu não ser fotografado para esta reportagem. O grupo começou fazendo flyers, pôsteres de festas e fanzines. "Depois nos sintonizamos com a onda gringa dos stickers e passamos a produzir os nossos aproveitando resíduo industrial, inclusive de tintas, para a produção dos stickers", revela Saretta. O grupo produz estampas de camisetas para a marca de skate Sim's.
Boa parte dos grafiteiros e coladores de stickers se comunicam por meio de fotologs, como Sesper, Cachorro Amarelo e Binho Ribeiro. Sesper é dono da loja Most, na Galeria Ouro Fino, e Cachorro Amarelo é top do sticker de Belo Horizonte. Em seus fotologs, dá para ver trabalhos e navegar em links de outros coladores de stickers. "Pelo custo de produção, o sticker, quando é adesivo e não lambe-lambe, é mais caro e são produzidos por pessoas da classe média", explica Sesper. "A galera dos stickers é muito mais ligada em artes gráficas", afirma. 20.04.2005
JACKSON ARAUJO E BERNARDO DE AGUIAR
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