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Moda de Santa Catarina leva estudantes às indústrias
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Evento quer mais do que simplesmente desfiles
Um novo movimento de moda começa a ganhar força no sul do Brasil. Um grupo de empresas e indústrias se mexe e lança o projeto Santa Catarina Moda Contemporânea. "A idéia é resgatar o conceito de Santa Catarina como estado que faz e dita moda", explica o consultor Carlos Ferreirinha, responsável pela criação do projeto.
Inaugurando uma nova fase na moda brasileira, o evento não se prende à idéia de realização somente de desfiles, como tem acontecido em outras iniciativas. Santa Catarina Moda Contemporânea conta com o aval das empresas mais as principais faculdades de moda do estado. Entre as atividades de incentivo para a construção de uma imagem para a moda de Santa Catarina estão rolando palestras, workshops e concursos. "Queremos despertar a consciência para a importância da moda como estratégia empresarial", diz Cristiano Buerger, diretor da empresa de aviamentos Tecnoblu, um dos principais incentivadores do SCMC.
São 12 empresas de projeção nacional –como Karsten, Buettner, Hering, Marisol, Colcci, Dudalina, Tecnoblu–, que atuam nos segmentos de confecção, calçados, surfwear e cama, mesa e banho. "Nosso objetivo é fomentar a produção de design no Estado", declara Ferreirinha. Outras empresas que participam são: Ana Paula Calçados, Armstrong, Boby Blues, Hoepcke Bordados e Oceano.
Santa Catarina é o segundo estado brasileiro na capacitação de estudantes, mantendo 11 universidades, perdendo somente para São Paulo. Cada uma das entidades de ensino que apóiam o projeto trabalham em parceria com uma destas empresas. A Hering é parceira do Senai Joinville e a Karsten está com a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina). "É grande o número de estudantes que terão uma oportunidade única de troca e aprendizado", diz Carlos Zilli, superintendente de marketing da Hering.
Cerca de 80 estudantes apresentaram trabalhos pensados para as empresas que fazem parte do SCMC. Nesta segunda (18.10), foram selecionados 10 projetos, dos quais serão escolhidos somente quatro, nesta terça (19.10). "Os escolhidos terão que desenvolver seus projetos nas empresas para as quais os trabalhos foram pensados, até abril de 2005", revela Ferrerinha. "Optamos por selecionar quatro para que o projeto não seja dirigido para um talento só e para que eles juntos possam dar a sensação de uma trabalho em equipe".
O otimismo toma conta da indústria local, que conta no setor têxtil com duas das maiores empresas exportadoras de cama, mesa e banho do Brasil: a Karsten e a Buettner. "Queremos vender para o Brasil o design catarinense", finaliza Gil Karsten, gerente de marketing da Karsten e presidente do grupo. 19.10.2004
JACKSON ARAUJO
Leia reportagem da revista "Moda" sobre o atual momento do setor têxtil
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