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"Alô, Alô, Terezinha" resgata trajetória anarquista
e espontânea de Chacrinha e seus astros
Falar sobre Abelardo Barbosa e sua obra significa resgatar mais de 30 anos de carreira televisiva, muitas buzinadas e expressões célebres como "Terezinha, uuhh, uuhh" do velho guerreiro Chacrinha (vulgo Abelardo). O diretor Nelson Hoineff resgata isso e um pouco mais no documentário "Alô, Alô, Terezinha", que estréia na sexta (30.10).
Transitando por uma via mais despojada e despretensiosa, o filme transporta o público diretamente para o lugar do espectador dos programas utilizando bastante material de arquivo que, apesar da baixa qualidade de áudio e vídeo, mostra que Chacrinha continua entretendo sua platéia _que agora o assiste na sala de cinema e se diverte com o troféu abacaxi.
O tom documental vem através dos relatos de calouros, ex-chacretes, assistentes e artistas consagrados ou esquecidos. Entre depoimentos emocionados e exaltados, estes personagens reais do Universo Chacrinha fazem render momentos engraçadíssimos _desde a Índia Potira nada pudica até calouros que foram gongados e não têm vergonha de assumir certo desprezo pelo cantor Roberto Carlos. Um fã de Rita Cadillac e o cantor Biafra também fazem participações muito especiais.
Embora a decadência tenha sido o destino final de muitos dos entrevistados, Chacrinha promoveu a miscigenação de pessoas e culturas por meio da televisão em seu mais alto grau de espontaneidade.
Sendo um anarquista dentro de seu próprio show, ele e sua trupe podem não representar o Décadence Avec Élégance, mas definitivamente representam o Décadence Avec Spontanéité. 19.10.2009
PAULA SONCELA, COLABORAÇÃO PARA O SITE EP
Assista ao trailer de "Alô, Alô, Terezinha" aqui
Chacrinha é uma das referências de KEY 8