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Site EP conversa com neoatriz Laura Neiva,
uma das estrelas de "Ŕ Deriva"
Na era da internet por que não encontrar um talento via Orkut? Foi assim que Laura Neiva, a mais nova aposta do diretor Heitor Dahlia, descobriu sua vocação como atriz. Com apenas 15 anos, contracenou com Debora Bloch e Vincent Cassel no drama "À Deriva", exibido em Cannes e que arrancou cinco minutos de aplausos fervorosos da platéia. Já no primeiro trabalho e também primeira viagem internacional, a paulistana _que cursa o 1º colegial_ pisou no tapete vermelho que nem gente grande, linda, de Glória Coelho.
Em conversinha com o site EP, Laura _que queria ser arquiteta antes de entrar para o cinema_ conta como foi sua estréia como atriz, o que mudou em sua vida e seus planos. 03.06.2009
SITE EP - Como foi o convite para fazer o filme?
LAURA NEIVA - O Heitor Dahlia procurava um rosto para a personagem e quando viu a minha foto no Orkut pediu para a Ana Luiza Almeida, responsável pelo casting, para entrar em contato comigo. Em outubro ela me mandou um "scrap", mas não respondi. No dia seguinte, escreveu novamente e eu disse que não estava interessada. Sei lá, poderia ser trote e atuar também não estava nos meus planos. Três meses depois ela me achou no Messenger e disse que a proposta era séria e que o Heitor me queria de qualquer jeito no elenco. Só então concordei, mas demorou pra convencer minha mãe (Michele Mattar), viu...
SITE EP - Você já era atriz ou pelo menos queria ser um dia?
LAURA - As pessoas me falavam pra fazer teatro, mas eu detestava. Tinha vontade de ser modelo ou arquiteta. Minha família é de engenheiros, arquitetos e decoradores.
SITE EP - Teve alguma dificuldade durante as gravações?
LAURA - A gente se preparou bem. Ensaiamos bastante e fiquei mais segura. Meu medo era de os outros da equipe me analisarem atuando. Mas na hora vi que cada um estava preocupado, concentrado com o próprio trabalho e nem tinha tempo pra reparar. A parte de decorar texto foi fácil porque o Heitor queria algo natural e improvisado. A Debora Bloch e o Vincent Cassel me ajudaram muito também. O mais complicado foi fazer a cena da briga com o pai (Vincent). Ficar brava na ficção foi bem difícil.
SITE EP - Como aproveitou o tempo em Cannes?
LAURA - Fui para lá com minha mãe e passamos oito dias. Além de atividades oficiais como jantares e entrevistas, conseguimos um final de semana de folga e fomos para Arles, terra conhecida por Vincent Van Gogh, que morou lá. Minha mãe é decoradora e ela queria ver o que tinha de novo em design. Também fiz um tour por museus, mas não consegui ir à praia.
SITE EP - E a hora do tapete vermelho? Como fez a escolha dos looks?
LAURA - A Ana Luiza me apresentou o trabalho de vários stylists. Entrei no site do Marcio Banfi e gostei. Ele fez minha mala com várias opções para eu usar durante o dia e à noite. E lá em Cannes mesmo eu escolhi o que iria usar. Mas a mulher mais bem-vestida do tapete vermelho foi minha mãe. Ela estava com um roxo lindo!
SITE EP - O que você gosta de usar no dia-a-dia?
LAURA - Sou urbana e básica. Adoro tênis como o modelo Nike retrô, calças coloridas e nada de vestidos. Não uso brinco, colar, anel. Visto o que gosto, não sigo moda.
SITE EP - O que mudou na sua vida depois do filme? Quais seus planos?
LAURA - Agora quero ser atriz e não mais arquiteta. Estou fazendo curso de teatro na escola Celia Helena. A minha família me apóia muito. Eles juntam todo o material que sai sobre mim e estão orgulhosos por eu virar atriz. Eu e o Heitor conversamos sobre o filme "Serra Pelada", que ele está dirigindo, mas não acertamos nada ainda.
LUCIANE ANGELO