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Trio NRK surge de brincadeira, bomba
nos blogs e prepara seu primeiro EP
Um projeto brasileiro de música movimenta a blogosfera, o NRK, que vez ou outra aparece no line-up de um ou outro clube de SP. No trio, Raphael toca sintetizador, Goos fica na bateria e Cello é o guitarrista.
Bem new rave, a produção musical dele é low-tech, com diversos elementos caóticos com vocais e gritos enlouquecidos, bem trash. A história, que começou de brincadeira, agora deve gerar seu primeiro EP.
"Estamos gravando e deve sair até o mês que vem com cinco músicas novas . É tipo a 'nova fase' da banda, em que a gente vira NRK [New Rave Kids] e começa a tocar instrumentos na gravação", explica Raphael.
Além de tocar, os três amigos levam suas profissões paralelamente, no mondo jornalístico e das produções. Em conversa com o Site EP, Raphael fala de como surgiu a a banda e otras cositas mas... 08.04.2008
SITE EP - Você trabalha no site Rraurl. O Goos e o Cello fazem o quê?
RAPHAEL - Além do Rraurl escrevo no The Putz Factory, blog sobre música, e faço faculdade de Publicidade e Propaganda. O Goos está no último ano de Rádio e TV e é um dos cabeças por trás do site (também sobre música) Banana Mecânica. O Cello é formado em Comunicação Social e trabalha em casa com produção musical (já trabalhou com a Madame Mim, Cláudia Wonder, Mono4, entre outros).
SITE EP - Como começou essa história?
RAPHAEL - Começou com um porre. Eu e o Cello bêbados achando que ia ser genial e super-irônico criar uma dupla de DJs chamados New Rave Kids On the Block. A banda surgiu depois, quando o Goos entrou e a gente quis fazer música pra tocar na noite e beber de graça. A "banda" até então era uma piada, ou ao menos uma idéia nada séria (tanto que ficou estacionada por uns bons meses). Só depois de algumas músicas lançadas percebemos que podia virar uma coisa bacana em um formato menos engraçadinho e despretensioso (mas isso não quer dizer que sejamos pretensiosos, veja bem!).
SITE EP - Quando começaram a produzir?
RAPHAEL - Em outubro de 2007. Fizemos uma ou duas músicas ("Vivian" e "Strange Phenomenon"). Quando marcamos o primeiro show (24 de novembro) tínhamos apenas três faixas. Uma semana antes da apresentação finalizamos outras quatro. Tudo feito no meio das coxas. Sempre pensando: um dia a gente volta e refaz tudo.
SITE EP - Como que definem o som?
RAPHAEL - Electro-pop-rock-às-vezes-acordamos-meio-punk-rappers-party-noise.
SITE EP - Vocês saem bastante?
RAPHAEL - Minhas olheiras que o digam... Quando tem festa bacana, independente do dia, a gente tenta dar uma passada.
SITE EP - Onde costumam ir?
RAPHAEL - Acho que a festa que a gente mais vai é a Crew. Tem muitos amigos tocando e zero de espaço pra pensar se a música que tá tocando é hype, é 'true' e essas coisas chatas que destróem festas. Festa de amigos não têm erro nunca!
SITE EP - Vocês já fizeram algum remix ou alguém já remixou o NRK?
RAPHAEL - Vamos começar a assinar remixes agora que a gente terminar nosso EP. O primeiro será "Funplex", dos B-52's. É uma das nossas bandas top influências e agora que surgiu a oportunidade do concurso vamos nos jogar. O Database remixou nosso "hit" renegado, "Vivian, the Whore Next Door". Ficou incrível, temos orgulho dele, mesmo o mérito não sendo nosso. Hehehe, Ah, tem uma galera da internet remixando "Flashlite Monkey", mas ainda não tem nada pronto.
SITE EP - Gostam de ouvir o quê?
RAPHAEL - Das coisas mais novas Bo$$ in Drama, Gameboy/Gamegirl, The Go!Team, Dizzee Rascal, Boys Noize, Foals, Lightspeed Champion, These New Puritans. Das antigas somos meio divididos (mas B-52's é comum, rs). The Smiths, The Fall; o Cello é Sonic Youth, Smashing Pumpkins; o Goos é Run DMC, Devo.
SITE EP - Onde as pessoas podem ver vocês tocando?
RAPHAEL - Não queremos enjoar de São Paulo tão cedo, então fazemos poucos shows na cidade e para viajar, dependemos muito dos produtores dos outros estados. Já surgiram vários convites, mas como estamos fechando nosso EP, é provável que fique tudo para mais tarde, ainda neste semestre. E fora aquele clima de "é uma honra pra vocês tocar no meu palco, por isso vou pagar pouco" que impera quando chamam bandas indies brasileiras pra tocar.
JULIANA ANDRADE