O top produtor de electro-tech Michel Amato -o The Hacker- anda por aí chochando o minimal techno. "Está rolando o mesmo efeito dos tempos do electroclash, declara The Hacker, à Jonty Skrufff, querido colaborador do Site EP em Londres. Segundo ele, o excesso de hype vai destruir o gênero. Mesmo sem gostar de minimal, ele admite que "existem alguns discos bons". "Agora todo mundo está indo atrás disso. Fico surpreso ao encontrar DJs da cena hard techno fazendo minimal na mesma viagem de pessoas da cena comercial de house", revela o produtor.
"Isso mostra que minimal é a nova mania, que as pessoas pensam que é cool estar nessa onda. É exatamente a mesma coisa que aconteceu com o electroclash há três ou quatro anos; todo mundo rapidamente se jogou no electro de um dia para o outro. É o novo som, está em todo lugar, mas temos que esperar o ano que vem para saber quais os artistas que sobreviverão".
O produtor francês continua sen
do um dos nomes mais criativos e prósperos que emergiram na cena electroclash. Ele admite que detesta minimal e até enche o saco de DJs do gênero, bombardeando-os com pedidos de músicas fáceis. "Sempre vou à cabine do DJ -quando estou muito bêbado, claro-, pedir para ele tocar algo diferente. Lembro de uma noite que eu e Vitalic estávamos completamente bêbados e um DJ, não me lembro quem era o cara, estava tocando minimal de um jeito muito sério e intelectual. Nós ficamos de saco bem cheio e chegamos pra ele e pedimos: ‘Dá pra tocar algo mais interessante como Daft Punk ou Giorgio Moroder; algo mais funky?'".
The Hacker diz que a música está tocando em todos os lugares de Berlim. "Todas as festas tocam a mesma coisa e é entendiante, é muito chato. Três horas escutando plip-plop, plip-plop, plip-plop é demais, né? Acho que minimal tem muito a ver com drogas", finaliza.
JONTY SKRUFFF, ESPECIAL DE LONDRES
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