03.set.10

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Moda streetwear rende assunto
no terceiro dia de Pense Moda

Depois da filosofia fashion de Lars Svendsen, um pouco de vida real com uma conversa sobre streetwear com Alberto Hiar (FOTO), dono da Cavalera, Baixo Ribeiro, sócio da Galeria Choque Cultural, e Carol Sanches, especialista em marketing de streetwear, mediada pela apresentadora Renata Simões. Skate, surf, grafite, rock entram em pauta neste universo, que ganhou força a partir dos anos 80. "O começo disso tudo foi nos anos 80 com a Vivienne Westwood", disse Baixo Ribeiro, situando um ponto onde essa cultura das ruas ganha mais destaque na moda.

A conversa passou por assuntos variados, incluindo consumo e lojistas mal preparados para vender esse tipo de produto. Carol Sanches definiu esse tipo de moda como urban wear, mencionando uma certa dificuldade do varejo compreender e aceitar idéias mais ousadas neste segmento. "É camiseta, bermuda de surfe, mas vestido é uma coisa mais difícil de lojista comprar. E tem mercado pra isso", declarou.

Quando questionada sobre a diferença entre o marketing de urbanwear para meninos e meninas, ela explicou. "No masculino você tem que focar em ‘core', campeonatos, coisas que confirmem a identidade da marca, seja ela de skate, de surf etc. No feminino dá pra investir em campanha e uma imagem mais arrumada, as meninas desse universo querem estar bonitas, sem ser empetacada demais", resumiu.

Até as mudanças de consumo entraram na roda. "A idéia de consumir é uma coisa relativamente feia. O colecionismo é um jeito de consumir sem culpa e de manter o espírito de uma época", falou Baixo. "Minha mulher ta na tua onda de colecionismo porque ela tem umas 100 bolsas", disparou Alberto, arrancando risos da platéia. "É Luis Vitão...", continuou, contando da sua trajetória. "Só virei político por causa da Cavalera, pra defender Sepultura, Ratos de Porão. Ninguém queria saber desses malucos."

Para ele, as pessoas hoje são estilistas do próprio armário. Elas transformam as peças usando do seu jeito. Fazendo várias piadas, na mesma sintonia do bom-humor debochado de sua marca. "A gente é pobrestar. A gente é duro e tira umas fotinhos aí pruns sites", brincou. 06.11.2009

SERGIO AMARAL

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Leia o artigo original em: http://www.erikapalomino.com.br/erika2006/fashion.php?m=9962