03.set.10

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Expert no assunto, Dana Thomas fala de suas memórias,
experiências marcantes e vontades de luxo

Autora do comentado "Deluxe: Como o Luxo Perdeu o Brilho" (ed. Elsevier, 368 págs., R$ 69), Dana Thomas apresenta palestra em SP e Rio, nesta terça (28.10) e quarta (29.10), a convite do Luxury Market Council, organização internacional que reúne marcas líderes do mercado de luxo global.

Em entrevista por email, a jornalista que já trabalhou na "Newsweek" e atualmente trabalha na Conde Nast, revela o presente mais últil que já ganhou de uma marca, fala da sua primeira memória de luxo e do serviço que nem a mais prestativa empresa desde universo poderia lhe oferecer. 28.10.2008

Confira a entrevista a seguir

SITE EP - Qual sua memória mais remota de luxo?
DANA -
Quando eu tinha cinco anos, dirigimos de nossa casa em Washington D.C. para Miami Beach, onde meu pai estava participando de uma convenção de negócios, e ficamos no famoso Fountainbleau Hotel.

Era 1969 ou 70, o auge de sua glória glamourosa. O lugar era tão chique, com sua arquitetura do meio do século com enormes lustres de cristal e um amplo lobby com uma parede de janelas que mirava o oceano Atlântico.

Pedi serviço de quarto pela primeira vez na vida _café-da-manhã numa mesinha móvel com uma pequena rosa em um vaso_, nadava tudo que eu queria na gigante piscina aquecida, me vestia e ia com meus pais às festas da convenção onde comia as entradas servidas em bandejas de prata e fazíamos passeios a lugares, como a Marineland, onde eu vi o golfinho Flipper de verdade (isso quando "Flipper" passava na TV semanalmente e eu assistia a ele religiosamente _meu primeiro encontro com uma estrela da TV!) e desfiles de moda com almoço no Breakers em Palm Beach. Era tudo bem sofisticado e de fato divertido, especialmente para uma criança de cinco anos.

SITE EP - Você recebe muitos presentes das marcas de luxo? Qual o mais útil que você já ganhou?
DANA -
Às vezes eles me mandam coisas, mas por conta do conflito de interesses (antes na "Newsweek" e agora na "Conde Nast Portfolio"), sou obrigada a devolver qualquer coisa que valha mais que US$ 50 [uns R$ 100], pagar por ela ou doar para caridade. Me dá satisfação passar adiante coisas como maquiagem e lenços para lares de mulheres que sofreram violência. É uma boa ação. Como a maior parte das marcas sabe que eu tenho de recusar ou pagar ou doar qualquer coisa, eles raramente me mandam algo agora. Os itens mais úteis que já ganhei foram notebooks dados em desfiles de moda. Como repórter eu sempre posso usar um notebook!

SITE EP - Qual a mais luxuosa experiência pela qual você passou recentemente?
DANA -
Tirei cinco semanas de férias no verão e gastei em minha casa de campo no sul da França com minha filha de oito anos (meu marido se juntava a nós nos fins-de-semana), caminhando, nadando, andando de bicicleta, cuidando do jardim ou simplesmente fazendo nada. ISSO era luxo de verdade.

SITE EP - Quando não está pensando ou falando em luxo, que tipo de assunto e atividade a interessa?
DANA -
Tocar piano, praticar esportes (correr no campo, nadar no mar, andar a cavalo), jardinagem (tenho uma horta de vegetais orgânicos) e conversar sobre política americana, assunto que tem sido bastante vibrante este ano.

SITE EP - Voar, ir a Marte, ver um show de Billie Holiday... Fale de um sonho seu que o mercado de luxo nunca será capaz de lhe oferecer.
DANA -
Vôos civilizados.

SERGIO AMARAL

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Leia o artigo original em: http://www.erikapalomino.com.br/erika2006/fashion.php?m=7259